Abstenção no 1º turno pode influenciar disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, aponta pesquisa
Levantamento do Real Time Big Data mostra que 78% dos que não votaram no primeiro turno não pretendem comparecer no segundo; eleitores de candidatos derrotados também foram analisados.
A participação dos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno pode se tornar um dos pontos de atenção na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Levantamento divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Real Time Big Data mostra que 78% das pessoas que deixaram de votar na primeira etapa não demonstram intenção de comparecer no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Desse total, 40% afirmam categoricamente que não irão votar novamente. Outros 38% consideram provável que permaneçam fora da votação. O levantamento aponta ainda que 8% estão em dúvida sobre o comparecimento, enquanto 7% dizem que provavelmente irão às urnas e outros 7% garantem que votarão.
O comportamento desse eleitorado ganha relevância diante do resultado do primeiro turno. Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença entre os dois candidatos faz com que a busca por votos entre os eleitores que escolheram outros candidatos e a tentativa de ampliar o comparecimento às urnas estejam entre os fatores que podem influenciar a disputa.
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Lula reúne parlamentares e pede mobilização por fim da escala 6x1 e PEC da Segurança PúblicaA pesquisa também mediu o quanto os eleitores dos candidatos que não avançaram para o segundo turno já decidiram quem apoiarão na próxima votação. Entre aqueles que escolheram Augusto Cury (Avante), o cenário é de maior abertura para mudanças. Mais da metade, 52%, afirma que está com a decisão praticamente tomada, mas ainda admite alterar o voto. Já 22% desse grupo consideram a escolha totalmente definida. Outros 14% ainda não decidiram em quem votarão, enquanto 12% aparecem na pesquisa na condição de indecisos.
O eleitorado de Renan Santos (Missão) apresenta um quadro diferente. A maior parte, 77%, afirma já ter definido completamente o voto para o segundo turno. A parcela que ainda pode mudar de posição corresponde a 10%. Outros 10% também demonstram indefinição sobre a escolha, classificados pelo levantamento como bastante indefinitivos. Apenas 3% dizem estar totalmente sem definição sobre o voto.
Entre os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, a pesquisa identificou uma disposição maior para participar da votação. O levantamento aponta que 74% pretendem comparecer às urnas no dia 25. Outros 16% consideram provável que votem. Há ainda 5% que não sabem se irão participar da votação, enquanto 3% provavelmente não comparecerão. Os que descartam o voto de forma definitiva representam 2%.
A primeira etapa da eleição terminou com Flávio Bolsonaro na primeira colocação. O candidato do PL recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%. Na sequência, Augusto Cury alcançou 2,89% e terminou em terceiro lugar. Renan Santos teve 2,24% e ficou na quarta posição. Ronaldo Caiado registrou 2,18%, terminando a primeira etapa em quinto.
Agora, Lula e Flávio disputam os votos dos candidatos eliminados e dos eleitores que não participaram da primeira votação. Para a campanha petista, a mobilização de quem se absteve está entre as estratégias para tentar reduzir a vantagem conquistada pelo adversário.
O levantamento foi realizado pelo Real Time Big Data nos dias 6 e 7 de outubro, com 1,6 mil entrevistados. A amostra foi formada por quatro grupos de 400 pessoas: eleitores de Augusto Cury, eleitores de Renan Santos, eleitores de Ronaldo Caiado e eleitores indecisos. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
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