Câmara de Goiânia aprova criação de centro público para tratamento com cannabis medicinal
Projeto prevê unidade exclusiva no SUS para pacientes com autismo, epilepsia e dores crônicas. Texto agora segue para a sanção da Prefeitura.
Por Redação Goiás Agora
Pacientes de Goiânia que dependem de medicamentos à base de cannabis para o controle de doenças graves deram um passo importante para garantir acesso gratuito e especializado ao tratamento. A Câmara Municipal aprovou em definitivo, nesta quarta-feira (18), o projeto de lei que autoriza a criação do Centro Municipal de Tratamento com Cannabis Medicinal (CMTCM).
O Projeto de Lei 103/2024 prevê a implantação de uma unidade pública, vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS), voltada para o atendimento integral de pessoas que utilizam a substância terapêutica para tratar condições neurológicas como epilepsia, dores crônicas e autismo.
Regras para o atendimento
De acordo com o texto aprovado por unanimidade pelos vereadores, o CMTCM funcionará como a porta de entrada oficial para esse tipo de terapia na rede municipal. Para ter acesso aos medicamentos e ao acompanhamento, o paciente precisará cumprir alguns requisitos:
- Apresentar prescrição médica válida e atualizada.
- Estar devidamente cadastrado na unidade de saúde.
- Assinar um termo de consentimento (próprio ou por meio de um responsável legal).
- Passar por acompanhamento contínuo com uma equipe multidisciplinar.
Capacitação e financiamento
A proposta, de autoria do vereador Lucas Kitão (União), também determina que o novo centro promova a capacitação constante dos profissionais da rede pública de saúde e garanta o fornecimento ininterrupto dos medicamentos.
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O financiamento da estrutura deverá ser custeado com recursos próprios da Prefeitura de Goiânia. O texto também abre a possibilidade legal de a gestão municipal firmar parcerias e convênios com o Governo do Estado e outras entidades públicas ou privadas para manter o serviço.
Próximos passos
Segundo o autor do projeto, a intenção é transformar Goiânia em uma referência nacional, centralizando o acesso, o apoio e o acolhimento dessas famílias em um único local.
Com a aprovação definitiva no Legislativo, o projeto de lei segue agora para a análise do Paço Municipal. Caberá à Prefeitura decidir se sanciona (transformando a proposta em lei) ou veta a criação do primeiro centro público da capital dedicado exclusivamente a esse fim.
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