Goiânia, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
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Chaves Pix superam 1 bilhão no Brasil, diz Banco Central

Em setembro de 2026, o sistema registrou 1,008 bilhão de chaves, alta de 88 milhões desde o fim de 2025; chaves aleatórias lideram com 52,3% do total.

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Chaves Pix superam 1 bilhão no Brasil, diz Banco Central

O número de chaves Pix cadastradas no Brasil ultrapassou a marca de 1 bilhão em setembro de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). No dia 30 daquele mês, o sistema registrava 1,008 bilhão de chaves, ante 998 milhões em agosto. Desde o fim de 2025, quando havia cerca de 920 milhões de registros, o crescimento foi de aproximadamente 88 milhões.


O total de chaves não equivale ao número de usuários, pois uma mesma pessoa pode cadastrar mais de uma chave. Atualmente, o Pix reúne cerca de 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas. Do total registrado em setembro, 956,7 milhões de chaves estavam vinculadas a pessoas físicas, enquanto 51,2 milhões pertenciam a empresas.


As chaves aleatórias lideram os cadastros, com 526,8 milhões de registros, o equivalente a 52,3% do total. Esse modelo permite receber transferências sem informar diretamente dados pessoais como CPF, número de celular ou endereço de e-mail. Em seguida, aparecem as chaves vinculadas a números de telefone, com 166,3 milhões (16,5%); as cadastradas com CPF, com 153,9 milhões (15,4%); e as associadas a e-mails, com 144,6 milhões (14,3%).


As chaves Pix funcionam como identificadores de uma conta bancária ou de pagamento e facilitam as transferências. Pessoas físicas podem cadastrar até cinco chaves por conta, enquanto empresas podem registrar até 20. Cada chave, porém, só pode estar vinculada a uma conta por vez. O cadastro é feito pelo aplicativo ou internet banking da instituição financeira. O uso de uma chave não é obrigatório: também é possível transferir dinheiro utilizando os dados bancários do destinatário ou recursos como o Código QR.


O crescimento dos cadastros acompanha o volume de operações. Em setembro, foram processadas 7,1 bilhões de transações pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), do Banco Central, movimentando aproximadamente R$ 3,2 trilhões. O SPI processa e liquida transferências entre diferentes instituições financeiras em tempo real. Operações entre clientes de uma mesma instituição podem ser liquidadas internamente, sem passar pelo sistema do BC.


Apesar da praticidade, o uso do Pix exige atenção para evitar transferências indevidas e golpes. A chave aleatória pode ajudar a preservar informações pessoais, mas não elimina todos os riscos de fraude. Antes de confirmar uma operação, é importante conferir o nome do destinatário e os dados apresentados pela instituição financeira. O usuário também deve desconfiar de pedidos de transferência inesperados e não compartilhar senhas ou códigos de autenticação. Em novembro de 2025, o Banco Central informou que estudava mecanismos para permitir o bloqueio da criação de novas chaves não autorizadas, como medida adicional de prevenção a fraudes.

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Tags: #Banco Central #chaves Pix #fraudes #pagamentos instantâneos #Pix

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