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Política

Eduardo Leite modera o tom sobre Caiado, descarta saída do PSD e prega "centro democrático"

Após demonstrar insatisfação com a escolha do governador goiano para a corrida presidencial, gaúcho afasta rumores de mudança de partido.

01/04/2026 12:15
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Eduardo Leite modera o tom sobre Caiado, descarta saída do PSD e prega "centro democrático"

Por Redação Goiás Agora

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), adotou um discurso mais moderado ao comentar a recém-anunciada pré-candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (PSD). Embora tenha reconhecido que existem diferenças de “visão e estilo” entre os dois, o gaúcho afirmou ter “muitas convergências” com o colega e declarou possuir “muito respeito por sua trajetória na vida pública”.

A manifestação ocorre após a oficialização do nome de Caiado como pré-candidato do PSD à Presidência da República, uma decisão que, inicialmente, desagradou Leite. Em entrevista ao jornal O Globo nesta quarta-feira (1º), ele afastou os fortes rumores de que deixaria a legenda para enfrentar o correligionário nas urnas.

“Não considerei sair do PSD”, cravou o governador gaúcho, em uma sinalização clara de tentativa de reduzir a tensão interna no partido.

O assédio do PSDB

Desde que o PSD confirmou Caiado na disputa e Leite demonstrou frustração, o gaúcho passou a ser fortemente sondado por lideranças do PSDB, partido ao qual foi filiado anteriormente. Os tucanos defendem seu retorno sob o argumento de que ele teria mais espaço e liberdade para construir um projeto nacional.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente nacional do PSDB, deputado Aécio Neves, afirmou que a sigla “sempre foi a casa do Eduardo” e sugeriu que o governador sequer precisaria de um convite formal para retornar.

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“Seu erro foi ter saído do partido e colocado seu destino nas mãos de uma só pessoa. Perde o Brasil quando as portas do seu novo partido se fecham para um homem público da sua qualidade”, declarou Aécio.

Insatisfação e o prazo final

Até a semana passada, Leite figurava entre os principais nomes cotados pelo PSD para a corrida presidencial, ao lado de Caiado e do governador do Paraná, Ratinho Jr. Com o recuo do paranaense, a cúpula da legenda decidiu ungir o governador de Goiás, decisão que ocorreu a contragosto de Leite.

Em um vídeo publicado nas redes sociais recentemente, o gaúcho chegou a afirmar que a escolha o desagradava, avaliando que a entrada de Caiado na disputa poderia intensificar a polarização política do país. “A decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país. Eu acredito em um outro caminho, acredito num centro liberal, democrático de verdade”, alfinetou na ocasião.

Apesar da atual sinalização de permanência no PSD e do tom mais ameno, o calendário eleitoral ainda impõe urgência: o governador gaúcho tem apenas até este sábado (4) para confirmar uma eventual mudança partidária e realizar a desincompatibilização do cargo, caso decida disputar o pleito nacional.

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