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Cidades, Goiânia

Educação em Greve: Professores e administrativos param escolas em Goiânia nesta terça (12)

Categoria cobra reajuste do piso, plano de carreira e cumprimento de leis municipais; Justiça reconhece legalidade, mas exige manutenção de serviços essenciais.

12/05/2026 17:52
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Educação em Greve: Professores e administrativos param escolas em Goiânia nesta terça (12)

Por Redação Goiás Agora

A rede municipal de educação de Goiânia iniciou uma greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (12/05). A paralisação, liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), ocorre após semanas de negociações sem sucesso com a gestão do prefeito Sandro Mabel. A categoria acusa a prefeitura de não apresentar propostas concretas para pautas consideradas urgentes.

O Impacto na Rede Municipal

De acordo com o sindicato, a adesão inicial dividiu as unidades escolares da capital:

  • Paralisação Total: Cerca de 50 escolas aderiram plenamente ao movimento e não tiveram aulas.
  • Atendimento Parcial: Outras 50 unidades funcionam com restrições no quadro de servidores.
  • Secretarias: As secretarias de todas as unidades permanecem abertas para garantir o atendimento administrativo básico à comunidade.

As Reivindicações da Categoria

O movimento reúne professores e servidores administrativos em torno de uma extensa lista de demandas salariais e de carreira:

  • Reajuste salarial: Atualização do piso para professores e envio da data-base para os administrativos.
  • Plano de Carreira: Criação de um plano específico para os servidores administrativos, apontados como os de menores salários na gestão.
  • Progressões e Direitos: Pagamento de progressões atrasadas e cumprimento das Leis nº 226/26 ("descongela") e nº 15.326/26 (enquadramento funcional).
  • Histórico de Serviço: Contagem do tempo trabalhado durante a pandemia para o cálculo de benefícios como quinquênios.
  • Merenda Escolar: Posicionamento contrário à terceirização do fornecimento de alimentos nas escolas.

A Batalha Judicial

A Prefeitura de Goiânia tentou barrar o movimento na Justiça, mas o pedido de suspensão total foi negado. O desembargador Maurício Porfírio Rosa reconheceu a legalidade da greve, mas impôs condições para garantir o atendimento básico à população:

  1. Serviços Mínimos: Manutenção de um percentual mínimo de funcionamento da rede.
  2. Prioridades: O atendimento na educação infantil e o fornecimento da alimentação escolar devem ser priorizados durante o período de paralisação.

Próximos Passos

O Sintego afirma que continuará aberto ao diálogo com a Secretaria Municipal de Educação, mas reforça que a mobilização no Cepal do Setor Sul deve continuar até que medidas efetivas sejam apresentadas pela prefeitura para destravar as negociações.

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