Educação em Greve: Professores e administrativos param escolas em Goiânia nesta terça (12)
Categoria cobra reajuste do piso, plano de carreira e cumprimento de leis municipais; Justiça reconhece legalidade, mas exige manutenção de serviços essenciais.
Por Redação Goiás Agora
A rede municipal de educação de Goiânia iniciou uma greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (12/05). A paralisação, liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), ocorre após semanas de negociações sem sucesso com a gestão do prefeito Sandro Mabel. A categoria acusa a prefeitura de não apresentar propostas concretas para pautas consideradas urgentes.
O Impacto na Rede Municipal
De acordo com o sindicato, a adesão inicial dividiu as unidades escolares da capital:
- Paralisação Total: Cerca de 50 escolas aderiram plenamente ao movimento e não tiveram aulas.
- Atendimento Parcial: Outras 50 unidades funcionam com restrições no quadro de servidores.
- Secretarias: As secretarias de todas as unidades permanecem abertas para garantir o atendimento administrativo básico à comunidade.
As Reivindicações da Categoria
O movimento reúne professores e servidores administrativos em torno de uma extensa lista de demandas salariais e de carreira:
- Reajuste salarial: Atualização do piso para professores e envio da data-base para os administrativos.
- Plano de Carreira: Criação de um plano específico para os servidores administrativos, apontados como os de menores salários na gestão.
- Progressões e Direitos: Pagamento de progressões atrasadas e cumprimento das Leis nº 226/26 ("descongela") e nº 15.326/26 (enquadramento funcional).
- Histórico de Serviço: Contagem do tempo trabalhado durante a pandemia para o cálculo de benefícios como quinquênios.
- Merenda Escolar: Posicionamento contrário à terceirização do fornecimento de alimentos nas escolas.
A Batalha Judicial
A Prefeitura de Goiânia tentou barrar o movimento na Justiça, mas o pedido de suspensão total foi negado. O desembargador Maurício Porfírio Rosa reconheceu a legalidade da greve, mas impôs condições para garantir o atendimento básico à população:
- Serviços Mínimos: Manutenção de um percentual mínimo de funcionamento da rede.
- Prioridades: O atendimento na educação infantil e o fornecimento da alimentação escolar devem ser priorizados durante o período de paralisação.
Próximos Passos
O Sintego afirma que continuará aberto ao diálogo com a Secretaria Municipal de Educação, mas reforça que a mobilização no Cepal do Setor Sul deve continuar até que medidas efetivas sejam apresentadas pela prefeitura para destravar as negociações.
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