Goiânia, Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
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Saúde

Estudante de 12 anos passa mal após tomar remédio tarja preta levado por colega em Caiapônia

Comprimido de ansiolítico pertencia ao avô da outra aluna e foi ingerido no ambiente escolar; jovem foi levada ao hospital e se recuperou

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Estudante de 12 anos passa mal após tomar remédio tarja preta levado por colega em Caiapônia

Uma estudante de 12 anos passou mal após ingerir um medicamento de tarja preta para ansiedade levado por uma colega à escola, em Caiapônia, no interior de Goiás. O comprimido pertencia ao avô da outra aluna e foi consumido dentro do ambiente escolar, na segunda-feira, 19 de outubro.


Segundo informações divulgadas, a jovem foi levada pelos responsáveis a uma unidade hospitalar e se recuperou. O caso chama a atenção para os riscos do uso de medicamentos sem orientação profissional, prática que pode provocar reações adversas e intoxicações.


A situação não é isolada no Brasil. Pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) realizada em 2024 aponta que nove em cada dez brasileiros tomam medicamentos sem prescrição. Embora o hábito seja comum para aliviar sintomas cotidianos, o uso inadequado pode trazer consequências à saúde.


A farmacêutica Kassia Souza alerta que um medicamento prescrito para determinada pessoa não é necessariamente seguro para outra, já que a escolha e a dosagem dependem de fatores como idade, condições de saúde e uso de outras substâncias. De acordo com ela, a automedicação pode provocar efeitos indesejados, agravar problemas de saúde e atrasar o diagnóstico de doenças que exigem acompanhamento profissional.


O levantamento do ICTQ mostra que a automedicação é frequente em casos de dor de cabeça, gripe, resfriado, febre e dores musculares. Nessas situações, muitas pessoas recorrem a analgésicos e antitérmicos com base em experiências anteriores ou indicações de familiares e amigos. Ainda que alguns produtos sejam vendidos sem receita, isso não significa que estejam livres de riscos: os medicamentos isentos de prescrição são destinados ao alívio de sintomas leves e de curta duração, desde que usados conforme a bula.


Kassia destaca que doses incorretas e a combinação de substâncias influenciam os riscos. Ansiolíticos e opioides, por exemplo, podem provocar dependência física e psicológica quando utilizados inadequadamente. Já certos anti-inflamatórios podem causar complicações no estômago e nos rins. Antibióticos usados sem indicação favorecem a resistência bacteriana, tornando infecções mais difíceis de tratar.


Para prevenir complicações, a orientação é não utilizar medicamentos prescritos para terceiros, respeitar as instruções da bula e procurar profissionais de saúde antes de iniciar ou modificar um tratamento. Também é importante guardar os produtos em locais seguros, fora do alcance de crianças e adolescentes. Em caso de suspeita de intoxicação, a pessoa deve procurar atendimento médico imediatamente, sem provocar vômito nem recorrer a receitas caseiras, e levar a embalagem do medicamento ao serviço de saúde quando possível.

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Tags: #ansiolítico #automedicação #Caiapônia #estudantes #intoxicação

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