Ex-atriz adulta Amaranta Hank é eleita senadora na Colômbia e gera debate sobre política e liberdade sexual
A jornalista Alejandra Omaña, conhecida como Amaranta Hank, defende que sua trajetória na indústria adulta ajudou a moldar sua atuação política e seu ativismo social.
A jornalista colombiana Alejandra Omaña, conhecida pelo nome artístico Amaranta Hank, foi eleita senadora na Colômbia. A vitória nas urnas chamou atenção no país e nas redes sociais por causa de sua trajetória incomum, que inclui uma fase como atriz de filmes adultos.
Durante a campanha, Amaranta afirmou que o passado na indústria adulta não é um obstáculo para a carreira política. Pelo contrário, segundo ela, essa experiência permitiu compreender de forma direta temas como desigualdade social, liberdade e resiliência — princípios que orientam sua plataforma política.
A senadora eleita também defendeu o papel das mulheres que trabalham na indústria sexual. De acordo com ela, essas profissionais têm impacto relevante na economia e na sociedade.
“Essas mulheres contribuem para a economia, geram empregos e muitas vezes sustentam suas famílias”, afirmou.
Debate sobre preconceito e participação política
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Amaranta Hank questionou o preconceito enfrentado por mulheres que tiveram passagem pela indústria adulta e que desejam ocupar cargos públicos.
“Por que uma mulher que esteve na indústria para adultos não pode aspirar um cargo em uma eleição popular? Quem decidiu que a nossa voz não vale?”, disse.
Ao defender a legitimidade de sua candidatura, ela também citou exemplos internacionais, como a ex-atriz Ilona Staller, conhecida como Cicciolina, que chegou a atuar na política na Itália.
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Trajetória marcada por ativismo
Segundo Amaranta, a experiência na indústria adulta contribuiu para ampliar sua visão sobre temas como violência estrutural, desigualdade social e liberdade individual.
Ela afirma que não renega o próprio passado e considera que essa fase foi fundamental para o início de seu ativismo político e social.
“A indústria foi o ponto de partida da minha luta e do meu ativismo”, declarou.
A eleição da nova senadora também reacendeu discussões na Colômbia sobre preconceito, liberdade individual e participação política de pessoas com trajetórias fora dos padrões tradicionais. 
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