Goiás no topo do mundo: Gigante dos EUA compra mina em Minaçu por R$ 14,5 bilhões
Venda da mineradora Serra Verde para a USA Rare Earth transforma o Norte goiano no maior polo de minerais estratégicos fora da Ásia. Negócio é chave para a produção global de carros elétricos.
Por Redação Goiás Agora
Minaçu, no Norte de Goiás, acaba de se tornar o centro das atenções das maiores potências tecnológicas do mundo. Nesta semana de abril de 2026, a gigante norte-americana USA Rare Earth oficializou a compra do Grupo Serra Verde, dono da mina Pela Ema, em um negócio avaliado em impressionantes US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14,5 bilhões na cotação atual).
O objetivo é claro: criar a primeira cadeia de suprimentos de "terras raras" totalmente independente da China, garantindo que o Ocidente tenha matéria-prima para motores elétricos, turbinas eólicas e até tecnologia de defesa.
Por que essa mina vale tanto ouro?
O segredo não está na quantidade, mas na raridade. A jazida Pela Ema é uma das pouquíssimas no mundo que possui uma combinação única de elementos magnéticos pesados e leves:
- Neodímio e Praseodímio: Essenciais para a potência dos motores de veículos elétricos.
- Disprósio e Térbio: Minerais "pesados" que permitem que os ímãs funcionem sob altas temperaturas sem perder a força.
- Soberania Digital: Até 2027, a expectativa é que Goiás responda por mais de 50% da oferta de terras raras pesadas fora da China, tornando o estado um parceiro indispensável para marcas como Tesla, BYD e fabricantes de chips.
Os Números do Negócio e a Gestão
A transação projeta um impacto financeiro gigante para a região e para o estado de Goiás nos próximos anos:
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- Metas de Produção: A meta é atingir 6,4 mil toneladas anuais de óxidos de terras raras até o final de 2027.
- Lucratividade: Investidores preveem lucros anuais (EBITDA) entre US$ 550 milhões e US$ 650 milhões já nos primeiros anos de operação plena.
- Liderança Brasileira: A expertise local será mantida. Thras Moraitis, atual CEO da Serra Verde, assumirá a presidência global da nova estrutura, enquanto Ricardo Grossi liderará as operações em solo brasileiro.
Impacto em Goiás: Além da Extração
O governador Ronaldo Caiado tem reforçado que o objetivo de Goiás não é ser apenas um exportador de "pedra bruta". O plano para 2026 e 2027 é atrair a industrialização desses minerais.
A ideia é que, no futuro próximo, o estado não apenas extraia o minério em Minaçu, mas também comece a fabricar as ligas metálicas e os ímãs permanentes aqui mesmo, agregando valor e gerando empregos de alta qualificação técnica para os goianos.
O que vem por aí?
A conclusão total da venda ainda depende de aprovações regulatórias, previstas para o terceiro trimestre de 2026. Até lá, as empresas já iniciaram a integração das operações. Para Minaçu, isso significa mais investimentos em infraestrutura, royalties e a consolidação da cidade como uma "Capital Tecnológica" do interior do Brasil.
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