Goiânia, Sábado, 17 de outubro de 2026
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Brasil, Política

Goiás tem maior abstenção da série no 1º turno e eleitor decide se repete engajamento de 2022

Estado registrou 21,84% de ausências no primeiro turno, índice acima da média nacional; segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro definirá se goiano repete comportamento de 2022 ou de 2014 e 2018

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Goiás tem maior abstenção da série no 1º turno e eleitor decide se repete engajamento de 2022

Goiás chega ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para o dia 25, com a maior abstenção já registrada no primeiro turno desde 2014. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 21,84% dos eleitores do estado, ou 1.109.003 pessoas, deixaram de votar, enquanto 3.971.587 compareceram às urnas. O índice ficou 0,76 ponto percentual acima da média nacional, de 21,08%, e representa 51.308 ausentes a mais do que em 2022.


A série histórica mostra crescimento contínuo da abstenção no primeiro turno em Goiás: 18,83% em 2014, 20,19% em 2018, 21,72% em 2022 e 21,84% em 2026. A disputa pelo governo estadual foi encerrada no primeiro turno, com a vitória de Daniel Vilela (MDB), que somou 59,17% dos votos (2.148.218). Para presidente, Flávio Bolsonaro (PL) teve 53,60% no estado (2.051.888), Lula (PT) somou 31,06% (1.188.880) e Ronaldo Caiado (PSD), 12,33% (472.041). Brancos foram 1,15% e nulos, 2,47%.


O histórico eleitoral ajuda a entender o comportamento do goiano. Em 2014, quando o governo foi decidido em segundo turno, a abstenção subiu de 18,83% para 21,53%, alta de 2,70 pontos. Em 2018, com o governo já definido no primeiro turno, o índice passou de 20,19% para 21,61%. Já em 2022, mesmo com a situação estadual semelhante à de 2018, a abstenção caiu de 21,72% para 20,74%, a primeira vez que o índice do segundo turno ficou abaixo do primeiro.


Para o cientista político Rodrigo Andrade, o dado de 2014 afasta a ideia de que uma disputa estadual em aberto, por si só, leva mais gente às urnas. "Em 2014 o eleitor goiano tinha governador em disputa e, mesmo assim, foi menos às urnas no segundo turno. Isso mostra que a eleição local, sozinha, não garante comparecimento", afirma. Sobre 2022, ele avalia que a polarização nacional foi decisiva: "a situação no estado era a mesma de 2018, mas a polarização nacional foi tão intensa que o eleitor foi votar mesmo sem nada em jogo localmente".


Os votos brancos e nulos também caíram entre os turnos em 2018 e 2022. Em 2022, brancos e nulos somaram 1,13% no segundo turno para presidente, o menor percentual já registrado em eleições presidenciais no estado. Em 2026, o primeiro turno teve 45.643 votos brancos (1,15%) e 98.121 nulos (2,47%). "Em 2022 isso praticamente desapareceu, e quem compareceu estava decidido, o que combina com a queda da abstenção. Em 2026 o segundo vai mostrar se o eleitor mantém essa decisão", analisa Andrade.


Com a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cientista político projeta duas trajetórias possíveis: seguir o caminho de 2022 ou voltar ao padrão de 2014 e 2018. "Se a disputa mobilizar como mobilizou naquele ano, o goiano tende a se engajar mais. Se não, o cenário se aproxima de 2014 e 2018", diz. O índice de abstenção do segundo turno, divulgado pela Justiça Eleitoral, mostrará qual comportamento o eleitor goiano vai repetir.

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Tags: #abstenção eleitoral #comparecimento às urnas #eleições 2026 #Goiás #segundo turno

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