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Lula diz que buscará diálogo com Trump, Xi Jinping e Putin para defender negociação por paz mundial

Presidente afirma que pretende conversar com líderes das principais potências e propõe reunião do Conselho de Segurança da ONU para buscar soluções diplomáticas para conflitos internacionais

07/08/2026 13:16
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Lula diz que buscará diálogo com Trump, Xi Jinping e Putin para defender negociação por paz mundial

Por Redação Goiás Agora

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (5) que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para defender a realização de uma reunião entre os principais líderes mundiais com o objetivo de buscar uma solução negociada para os conflitos internacionais.

A declaração foi feita durante entrevista ao canal Os Três Elementos, em meio ao agravamento da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos após a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. Na ocasião, Lula classificou a decisão do governo norte-americano como "irresponsável" e "impensada".

Ao abordar o cenário internacional, o presidente informou que já manteve conversas recentes com o presidente da China, Xi Jinping, e com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e afirmou que também pretende dialogar com Donald Trump.

Segundo Lula, é necessário que os integrantes permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas retomem o diálogo para buscar alternativas diplomáticas aos conflitos em andamento.

Durante a entrevista, o presidente defendeu um encontro entre os chefes das principais potências mundiais para fortalecer as negociações internacionais e reduzir as tensões geopolíticas.

Crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos

As declarações ocorrem em meio ao aumento das tensões entre Brasília e Washington. Na última segunda-feira (3), o governo dos Estados Unidos anunciou a revogação do visto diplomático da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti.

De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, a medida poderá ser revista caso o governo brasileiro conceda o agrément — autorização diplomática necessária para atuação de representantes estrangeiros — ao indicado de Donald Trump para comandar a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Daniel Perez.

O governo brasileiro, entretanto, rejeita essa interpretação. Lula afirmou que o processo de concessão do agrément não possui prazo legal e acusou os Estados Unidos de tentar pressionar o Brasil por meio de medidas diplomáticas.

O presidente também lembrou que o próprio governo norte-americano permaneceu por mais de um ano sem um embaixador oficialmente em exercício no Brasil, classificando a decisão como desproporcional.

Itamaraty e novas medidas

Durante a entrevista, Lula afirmou ainda que solicitou ao governo norte-americano a liberação da entrada de 11 autoridades brasileiras que tiveram o acesso aos Estados Unidos negado, mas disse que o pedido não foi atendido.

O presidente também defendeu a atuação do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), que impediu a entrada de integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos no Brasil. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o grupo pretendia realizar questionamentos relacionados ao sistema eleitoral brasileiro.

Relação entre Lula e Trump

A relação entre Lula e Donald Trump alternou momentos de aproximação e tensão desde o retorno do republicano à Presidência dos Estados Unidos.

Após divergências envolvendo questões comerciais e declarações públicas, os dois líderes se encontraram pela primeira vez durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro de 2025, em Nova York.

Em maio deste ano, Lula também foi recebido por Trump na Casa Branca. Na ocasião, os presidentes discutiram temas como comércio, segurança, minerais estratégicos e cooperação bilateral, além de anunciarem a criação de um canal permanente de diálogo entre os dois governos.

Apesar da iniciativa, as negociações posteriores sobre temas diplomáticos e comerciais não avançaram significativamente, e as relações entre os dois países voltaram a enfrentar um período de desgaste nas últimas semanas.

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