Lula rebate EUA e garante: "Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix"
Presidente defende o sistema de pagamentos brasileiro após relatório do governo Trump apontar a ferramenta como prática protecionista.
Por Redação Goiás Agora
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu com veemência, nesta quinta-feira (2), as críticas feitas pelos Estados Unidos ao sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix. Em resposta a um documento oficial americano divulgado recentemente, Lula garantiu que a ferramenta não sofrerá alterações por pressão externa.
“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, declarou o presidente. Segundo ele, o único objetivo do governo em relação ao sistema é aprimorá-lo internamente para ampliar o acesso. “O que nós poderemos fazer é aprimorar o Pix para que, cada vez mais, ele possa atender às necessidades de mulheres e homens desse país.”
O relatório dos EUA
As declarações do presidente ocorrem em resposta direta a um relatório anual divulgado pelo United States Trade Representative (USTR), órgão governamental ligado à Casa Branca. O documento americano apontou o Pix como uma barreira comercial e uma possível prática protecionista imposta pelo Brasil.
Entre as principais queixas dos Estados Unidos apresentadas no relatório, destacam-se:
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- Tratamento preferencial: O texto afirma que o sistema financeiro brasileiro favorece o Pix, o que prejudicaria diretamente a concorrência com empresas estrangeiras do setor de pagamentos (como operadoras de cartão de crédito e plataformas digitais americanas, a exemplo do PayPal).
- Obrigatoriedade da oferta: O documento americano critica a regulação do Banco Central do Brasil que torna obrigatória a oferta do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas ativas.
- Outras barreiras comerciais: Além do Pix, o relatório cita a taxação de compras internacionais feitas por plataformas digitais (a popularmente conhecida “taxa das blusinhas”) como mais um entrave imposto aos interesses dos EUA.
O tema já vinha sendo alvo de questionamentos e de um atrito crescente. Em 2025, o governo do atual presidente estadunidense, Donald Trump (Republicanos), já havia levantado críticas semelhantes a práticas comerciais brasileiras.
Críticas à guerra e ao aumento de preços
Durante o discurso, Lula não poupou críticas à política externa norte-americana, relacionando as ações militares do governo Trump a impactos econômicos diretos no Brasil.
“Ninguém aqui pediu para o presidente Trump fazer guerra, ninguém pediu. E ele fez a guerra dele e o preço da gasolina está chegando aqui, do óleo diesel, e vai aumentar o preço da alface, o preço do feijão, o preço do óleo, o preço do pão”, disparou o presidente brasileiro.
Criado em 2020 pelo Banco Central, o Pix revolucionou as transações financeiras e se consolidou rapidamente como o principal meio de pagamento no país, sendo amplamente utilizado por toda a população e elogiado internacionalmente por sua inovação e eficiência.
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