Goiânia, Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
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Brasil

Mercado ajusta após forte alta e dólar cai a R$ 4,976

Após disparada na véspera, Bolsa recua 0,58% e dólar tem leve baixa; investidores digerem 1º turno e aguardam 2º turno

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Mercado ajusta após forte alta e dólar cai a R$ 4,976


O mercado financeiro brasileiro opera em ritmo mais moderado nesta terça-feira (6), após a forte valorização registrada na sessão anterior. Às 13h26, o dólar comercial tinha baixa de 0,51%, cotado a R$ 4,976, enquanto o Ibovespa recuava 0,58%, aos 205.696 pontos.


O movimento sucede uma segunda-feira de ganhos expressivos. O principal índice da Bolsa fechou o pregão anterior com alta de 7,70%, aos 206.911 pontos, maior nível histórico em termos nominais e reais. O dólar caiu 4,11%, para R$ 5,001, maior queda diária desde 2018.


Segundo o economista e consultor financeiro Leonardo Mendes, da Manchester Investimentos, a sessão desta terça é marcada por realização de lucros. "Os investidores começam a deixar de lado a reação imediata ao resultado eleitoral e passam a avaliar os possíveis desdobramentos da disputa no segundo turno", afirma.


Entre os fatores que podem influenciar os preços dos ativos estão a composição do Congresso, as sinalizações sobre política fiscal e as propostas econômicas dos candidatos até a votação de 25 de outubro.


No primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 45,16%. Os dois disputam a segunda etapa.


Para Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, o "trade eleitoral" continua influenciando o fluxo de recursos para ativos brasileiros, especialmente em setores como o financeiro. No câmbio, a entrada de capital estrangeiro e a venda de dólares por investidores institucionais ajudam a explicar a valorização do real.


Os juros futuros também refletem esse cenário. Às 13h26, a taxa para janeiro de 2028 estava em 12,630%, com alta de 0,03 ponto percentual. Para janeiro de 2035, o rendimento era de 12,665%, queda de 0,12 ponto percentual.


O cenário externo interfere nos negócios. O índice DXY, que acompanha o dólar diante de seis moedas fortes, recuava 0,28%. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também apresentavam baixa após altas recentes.


No mercado de commodities, o petróleo recuava 0,55%, negociado a US$ 99. A queda pressionava ações da Petrobras, que tinham baixa de 2,33%, cotadas a R$ 54,07, às 13h27.


Nos Estados Unidos, os principais índices acionários operavam em alta: Dow Jones avançava 0,63%, S&P 500 subia 0,83% e Nasdaq registrava valorização de 0,66%.


A tensão no Oriente Médio ainda influenciava o cenário internacional. Ataques atribuídos aos houthis atingiram aeroportos na Arábia Saudita, enquanto permanecem as negociações envolvendo Estados Unidos e Irã para tentar encerrar o conflito.


Em meio a esse ambiente, investidores acompanham simultaneamente os desdobramentos da eleição brasileira, as perspectivas para a política econômica e os movimentos dos mercados internacionais. A forte reação de segunda-feira deu lugar a uma sessão mais moderada nesta terça, com parte dos ganhos sendo devolvida pelos ativos de risco.

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