Goiânia, Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
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Morte de técnica na Sibéria levanta suspeita de peste pneumônica

Darya Shipilova, de 28 anos, morreu após pneumonia grave em Irkutsk; EUA emitiram alerta e OMS acompanha o caso

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Morte de técnica na Sibéria levanta suspeita de peste pneumônica

A morte de uma técnica de laboratório de 28 anos na região de Irkutsk, na Sibéria, colocou autoridades internacionais em alerta diante da possibilidade de um caso de peste pneumônica na Rússia. Darya Shipilova trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk e morreu em 2 de outubro, após apresentar um quadro grave de pneumonia.


A preocupação ganhou dimensão internacional nesta terça-feira (6), quando a Embaixada dos Estados Unidos na Rússia publicou um alerta de saúde informando que acompanhava relatos sobre uma possível morte provocada por peste pneumônica na região de Irkutsk. A representação também mencionou medidas de quarentena e restrições em unidades hospitalares. O governo americano mantém a recomendação de não viajar para a Rússia e orienta cidadãos dos EUA que estejam no país a considerar a saída. O alerta máximo de viagem, de nível 4, já estava em vigor desde dezembro de 2025 por razões de segurança, mas a situação em Irkutsk passou a ser acompanhada separadamente.


A morte de Shipilova desencadeou medidas de precaução. Cerca de 200 pessoas que tiveram contato com a técnica foram colocadas sob observação ou isolamento, enquanto funcionários do instituto e pacientes de unidades de saúde passaram por monitoramento. Relatos locais também mencionaram a possibilidade de um segundo caso com sintomas semelhantes, informação que ainda não foi confirmada como peste.


Uma das versões que circulam sobre a origem da doença envolve um possível acidente dentro do laboratório, com a quebra de um tubo que poderia conter material relacionado à bactéria Yersinia pestis, causadora da peste. Essa hipótese, porém, não foi comprovada oficialmente e é contestada pelas autoridades russas.


O órgão russo de vigilância sanitária, Rospotrebnadzor, afirma que a causa da morte foi uma pneumonia de origem ainda desconhecida e nega que tenha sido identificada uma infecção por peste entre os contatos da vítima. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (7), quase 5 mil exames foram realizados sem a identificação de patógenos perigosos.


A Organização Mundial da Saúde também acompanha o episódio. A entidade informou que o risco de uma epidemia permanece baixo, mas solicitou informações adicionais às autoridades russas para esclarecer as circunstâncias da morte e os relatos conflitantes sobre possíveis casos. Para a OMS, o risco para a Europa é considerado muito baixo.


A peste pneumônica é uma forma da peste que atinge os pulmões e pode ser transmitida por gotículas respiratórias. A doença é grave, mas pode ser tratada com antibióticos quando diagnosticada e combatida rapidamente. No caso de Irkutsk, entretanto, ainda não existe confirmação oficial de que Shipilova tenha morrido de peste ou de que exista um surto da doença na região. O caso continua sendo investigado enquanto governo russo, OMS e governo dos Estados Unidos acompanham os resultados dos exames e buscam esclarecer a origem da pneumonia que matou a técnica.

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