Goiânia, Terça-feira, 06 de outubro de 2026
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Cidades

Nova sede da Escola Aracilda Amaral em Senador Canedo segue sem previsão de início

Empresa vencedora da licitação desistiu da obra e prefeitura precisará abrir novo processo para contratar outra construtora. Alunos continuam em salas modulares.

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Nova sede da Escola Aracilda Amaral em Senador Canedo segue sem previsão de início

A Prefeitura de Senador Canedo informou ao Mais Goiás que a construção da nova sede da Escola Municipal Aracilda Amaral ainda não tem data definida para começar. A empresa vencedora da licitação desistiu de executar a obra, o que obrigará a administração a abrir um novo processo para contratar outra construtora. O valor da obra e o prazo de execução também só serão definidos após a nova contratação.


Enquanto isso, 497 alunos continuam sendo atendidos em oito salas modulares instaladas no terreno da unidade. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, as salas já estavam previstas no projeto original de reconstrução da escola e devem ser retiradas quando a nova sede estiver concluída.


A Prefeitura afirmou que colocou brita no acesso aos contêineres, prevê a instalação de piso de concreto na próxima semana e reforçou o sistema de aterramento após mães de alunos relatarem problemas com lama, dificuldades de circulação e choques em professores e crianças.


Os relatos de choques levaram famílias a procurar as autoridades. Segundo elas, professores teriam sentido choques ao tocar na lousa e estudantes poderiam receber descargas ao entrar em contato com os profissionais. "Estamos tirando os nossos filhos de dentro da nossa casa para levar para uma escola para correr risco de vida, porque os contêineres estão passando corrente elétrica. Eu só gostaria que olhasse, visitasse a Escola Aracilda Amaral e tomasse uma providência urgentemente, para evitar o pior antes que uma criança ou um professor receba uma descarga elétrica e vá a óbito", declarou a mãe de dois alunos.


A Prefeitura informou que uma verificação no local apontou que não se tratava de choque elétrico provocado pela rede, mas de energia estática relacionada ao sistema de aterramento dos contêineres. De acordo com a administração, o aterramento foi reforçado e o problema "aparentemente foi solucionado".


Infiltrações durante as chuvas também são motivo de reclamação. Elizete da Costa, que tem dois filhos matriculados na unidade e atua como representante dos pais, afirma que os problemas com a estrutura da escola são antigos. "Esse problema de molhar a escola vem desde quando o meu filho entrou, tem mais de três anos. Quando vem o período chuvoso, chove mais dentro das salas de aula, secretaria e biblioteca do que no próprio pátio. É uma situação de calamidade", relata.


Sobre os problemas com infiltrações, a Prefeitura afirmou que não identificou um problema permanente. "Foram problemas pontuais, registrados por uma forte chuva, que esteve acima do normal", informou a pasta. Sobre a instalação de uma lona sobre os contêineres, a secretaria informou que o serviço está sendo cobrado da empresa responsável para que sejam tomadas as providências necessárias.


A Secretaria Municipal de Educação reforçou ainda que as demandas apresentadas pela comunidade escolar são encaminhadas conforme surgem. Segundo a pasta, há contato direto com a gestão das 52 unidades de ensino do município e uma equipe de manutenção para atender as ocorrências.

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