Perigo estético: SBD-GO e CFM pedem proibição do PMMA após morte em Goiânia
Após a trágica morte de Isabel Cristina, entidades médicas pressionam a Anvisa para suspender o PMMA no Brasil. Entenda os riscos irreversíveis da substância.
Por Redação Goiás Agora
O luto da família de Isabel Cristina Oyama Jacinto Gonzaga, de 59 anos, transformou-se em um grito de alerta para todo o país. Após a morte da paciente por complicações relacionadas a um procedimento estético em Goiânia, a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás (SBD-GO) manifestou apoio total ao pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM) para que a Anvisa suspenda imediatamente a fabricação e venda do PMMA (polimetilmetacrilato) para fins estéticos no Brasil.
O material, um plástico utilizado como preenchedor permanente, é apontado por médicos como uma "bomba-relógio" no organismo humano.
Por que o PMMA é tão perigoso?
Diferente de substâncias modernas como o ácido hialurônico, o PMMA não é absorvido pelo corpo. Uma vez aplicado, ele permanece no organismo para sempre, o que aumenta exponencialmente o risco de efeitos colaterais tardios.
Segundo a SBD-GO, as complicações mais frequentes incluem:
- Granulomas e nódulos: Processos inflamatórios crônicos que deformam o rosto ou corpo;
- Necrose de tecidos: Morte da pele e músculos na região aplicada;
- Migração: O material pode "correr" pelo corpo para áreas indesejadas;
- Insuficiência Renal: Casos graves podem causar hipercalcemia, levando a lesões severas nos rins.
"Existem alternativas muito mais seguras hoje. O ácido hialurônico, por exemplo, é absorvido gradualmente e pode ser revertido com uma enzima caso algo dê errado. O PMMA, não", alertam especialistas da entidade.
O Caso Isabel Cristina: Falhas e Questionamentos
Isabel, que era mãe do vereador de Leopoldo de Bulhões, Júnior Gonzaga, faleceu após realizar um procedimento no Instituto de Longevidade. A família denuncia negligência no preparo pré-operatório.
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A filha da vítima, Jéssica Keller, afirma que a mãe era diabética e que a doença não estava controlada no momento dos exames. Além disso, Isabel só teria sido examinada presencialmente pela médica no dia da aplicação.
O que diz a clínica? Em nota, o Instituto de Longevidade afirmou que uma análise inicial dos registros médicos aponta que não haveria nexo causal direto entre o uso do PMMA e o óbito. A clínica declarou que a conduta da médica está sendo analisada internamente e que colabora com as autoridades. A médica responsável não se manifestou até o momento.
Como se proteger: Orientações da SBD-GO
Para evitar novas tragédias, a Sociedade de Dermatologia recomenda:
- Consulte sempre um médico dermatologista ou cirurgião plástico habilitado;
- Desconfie de preços muito baixos ou promessas de "resultados permanentes";
- Fuja de procedimentos realizados por profissionais não médicos, especialmente em clínicas sem suporte hospitalar;
- Exija saber o nome da substância que será injetada no seu corpo.
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