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Saúde, Goiânia

Perigo estético: SBD-GO e CFM pedem proibição do PMMA após morte em Goiânia

Após a trágica morte de Isabel Cristina, entidades médicas pressionam a Anvisa para suspender o PMMA no Brasil. Entenda os riscos irreversíveis da substância.

14/03/2026 18:47
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Perigo estético: SBD-GO e CFM pedem proibição do PMMA após morte em Goiânia

Por Redação Goiás Agora

O luto da família de Isabel Cristina Oyama Jacinto Gonzaga, de 59 anos, transformou-se em um grito de alerta para todo o país. Após a morte da paciente por complicações relacionadas a um procedimento estético em Goiânia, a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás (SBD-GO) manifestou apoio total ao pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM) para que a Anvisa suspenda imediatamente a fabricação e venda do PMMA (polimetilmetacrilato) para fins estéticos no Brasil.

O material, um plástico utilizado como preenchedor permanente, é apontado por médicos como uma "bomba-relógio" no organismo humano.

Por que o PMMA é tão perigoso?

Diferente de substâncias modernas como o ácido hialurônico, o PMMA não é absorvido pelo corpo. Uma vez aplicado, ele permanece no organismo para sempre, o que aumenta exponencialmente o risco de efeitos colaterais tardios.

Segundo a SBD-GO, as complicações mais frequentes incluem:

  • Granulomas e nódulos: Processos inflamatórios crônicos que deformam o rosto ou corpo;
  • Necrose de tecidos: Morte da pele e músculos na região aplicada;
  • Migração: O material pode "correr" pelo corpo para áreas indesejadas;
  • Insuficiência Renal: Casos graves podem causar hipercalcemia, levando a lesões severas nos rins.
"Existem alternativas muito mais seguras hoje. O ácido hialurônico, por exemplo, é absorvido gradualmente e pode ser revertido com uma enzima caso algo dê errado. O PMMA, não", alertam especialistas da entidade.

O Caso Isabel Cristina: Falhas e Questionamentos

Isabel, que era mãe do vereador de Leopoldo de Bulhões, Júnior Gonzaga, faleceu após realizar um procedimento no Instituto de Longevidade. A família denuncia negligência no preparo pré-operatório.

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A filha da vítima, Jéssica Keller, afirma que a mãe era diabética e que a doença não estava controlada no momento dos exames. Além disso, Isabel só teria sido examinada presencialmente pela médica no dia da aplicação.

O que diz a clínica? Em nota, o Instituto de Longevidade afirmou que uma análise inicial dos registros médicos aponta que não haveria nexo causal direto entre o uso do PMMA e o óbito. A clínica declarou que a conduta da médica está sendo analisada internamente e que colabora com as autoridades. A médica responsável não se manifestou até o momento.

Como se proteger: Orientações da SBD-GO

Para evitar novas tragédias, a Sociedade de Dermatologia recomenda:

  1. Consulte sempre um médico dermatologista ou cirurgião plástico habilitado;
  2. Desconfie de preços muito baixos ou promessas de "resultados permanentes";
  3. Fuja de procedimentos realizados por profissionais não médicos, especialmente em clínicas sem suporte hospitalar;
  4. Exija saber o nome da substância que será injetada no seu corpo.


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