Petição pede checagem em tempo real no debate da Globo entre Lula e Flávio
Abaixo-assinado no change.org cobra do TSE e da emissora verificação imediata de declarações falsas durante o confronto eleitoral
Uma petição publicada na plataforma change.org pede que o debate do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para esta sexta-feira (23) na TV Globo, tenha checagem de fatos em tempo real. O texto cita episódios de desinformação no último confronto, realizado na Rede Bandeirantes, no domingo (18).
“No último debate do segundo turno, na Rede Bandeirantes, presenciamos momentos de desinformação e propagação de fake news, mesmo na presença de jornalistas experientes. Isso não apenas afeta o resultado das eleições, mas também enfraquece a confiança das pessoas em nosso sistema democrático”, justifica a petição.
O abaixo-assinado é destinado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao presidente da Globo, João Roberto Marinho, ao diretor-geral de Jornalismo da emissora, Ricardo Villela, e ao jornalista César Tralli, responsável pela mediação do confronto eleitoral.
Segundo o autor da petição, Brito, a prática de checagem em tempo real já foi adotada com sucesso em diversos países. “A verdade não pode ser relativizada dentro de um veículo de imprensa. Uma mentira não pode receber o mesmo tratamento que um fato comprovado. A imprensa é guardiã da democracia e deve ser responsável”, afirma.
O texto sustenta que os debates não são “simples espetáculos televisivos” nem arenas em que candidatos tenham liberdade para manipular a realidade sem serem confrontados com os fatos. “São oportunidades para que a população conheça propostas, avalie argumentos, confronte discursos com a realidade e tome decisões conscientes sobre o futuro do país”, diz a petição.
Após o debate da Band, agências de checagem apuraram afirmações incorretas dos candidatos. Entre as declarações falsas está uma fala de Flávio que atribui a Lula e à primeira-dama Janja o gasto de R$ 7 bilhões com viagens. O valor corresponde a despesas de diferentes órgãos do governo federal. Já o petista afirmou que a economia brasileira só voltou a crescer acima de 3% após seu retorno à presidência, em 2023. Esse patamar também foi superado nas gestões de Dilma Rousseff (PT) e Jair Bolsonaro (PL).
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