Goiânia, Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Saúde

Revisão de 38 estudos aponta benefícios da maçã ao coração e ao intestino

Fruta reúne fibras e compostos que ajudam no controle da glicose e na microbiota; casca concentra mais de 80% dos flavonoides

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Revisão de 38 estudos aponta benefícios da maçã ao coração e ao intestino

Uma revisão de 38 estudos científicos publicada na revista Food & Function reuniu evidências sobre os efeitos do consumo de maçãs na saúde cardiometabólica, que envolve fatores como glicemia e funcionamento dos vasos sanguíneos. A pesquisa, conduzida por cientistas italianos, aponta benefícios potenciais da fruta, embora diferenças entre os estudos impeçam conclusões definitivas.


Uma das explicações está na pectina, fibra presente na maçã que forma uma espécie de gel durante a digestão. Esse mecanismo torna mais lenta a absorção dos carboidratos e ajuda a moderar as oscilações da glicose após as refeições.


No intestino, a mesma fibra desempenha outra função. Parte dela chega ao cólon, onde serve de alimento para bactérias benéficas. A fermentação produz substâncias associadas à manutenção da barreira intestinal e à regulação de processos inflamatórios. A revisão também encontrou indícios de aumento de bifidobactérias, microrganismos ligados ao equilíbrio da microbiota.


Quem costuma descascar a maçã pode deixar de aproveitar uma parcela importante de seus compostos. A casca concentra mais de 80% dos flavonoides da fruta, substâncias do grupo dos polifenóis investigadas por seus efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios. Esses compostos também estão associados à proteção das células que revestem as artérias, contribuindo para o funcionamento dos vasos sanguíneos. A orientação é consumir a fruta com casca, desde que bem higienizada.


A variedade também merece atenção. Fuji, Gala e Granny Smith apresentam diferenças de sabor, textura e composição de compostos bioativos. Alternar entre elas é uma forma simples de diversificar a alimentação.


Apesar das descobertas, não existe quantidade de maçãs capaz de compensar, sozinha, hábitos alimentares inadequados. A fruta também não substitui medicamentos ou tratamentos para diabetes e doenças cardiovasculares.


O interesse científico pelo alimento revela algo importante sobre a relação entre saúde e comportamento: cuidar da alimentação nem sempre exige produtos caros ou mudanças radicais. Muitas vezes, começa com escolhas já ao alcance das mãos, como incluir uma fruta na rotina e consumi-la com regularidade.

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Tags: #flavonoides #maçã #microbiota intestinal #pectina #saúde cardiometabólica

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