Goiânia, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
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Robô policial Arcanjo é apresentado em evento de segurança pública em SP

Equipamento de R$ 1 milhão une hardware chinês e IA brasileira para atuar em áreas de risco e proteger policiais

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Robô policial Arcanjo é apresentado em evento de segurança pública em SP

Um robô humanoide capaz de reconhecer rostos, identificar armas de fogo e entrar em áreas de alto risco para proteger a vida de policiais é a principal novidade do COP International 2026, evento de segurança pública realizado em São Paulo. Batizado de Arcanjo, o equipamento recebeu investimentos de R$ 1 milhão e une hardware chinês da EngineAI à inteligência artificial desenvolvida no Brasil pela IPQ Tecnologia.


A proposta central do Arcanjo é atuar na vanguarda de operações perigosas. Em incursões em locais de difícil acesso, como becos e ambientes fechados, o humanoide policial avança antes das equipes humanas, transmitindo imagens em tempo real para os agentes. “A gente consegue mandar o humanoide na frente, com os analíticos de arma de fogo, para identificar se naquele beco tem pessoas portando arma. É melhor fazer isso no robô de um milhão do que em um policial nosso. É para poupar vidas”, destaca Heitor Galvão, COO da IPQ Tecnologia.


Embora o corpo robótico seja importado da China, todo o desenvolvimento de softwares de inteligência artificial e robótica aplicada é realizado por uma equipe de cerca de 80 profissionais brasileiros, com forte concentração na Bahia. O robô Arcanjo conta com recursos avançados de visão computacional, incluindo reconhecimento facial em tempo real, detecção de armas de fogo e ameaças, suporte para câmeras térmicas em rondas noturnas, além de aplicação em unidades prisionais e monitoramento industrial. Durante a feira, a empresa demonstrou o sistema de reconhecimento facial com uma base de dados própria cadastrada para o evento, sem integração direta com o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP).


A IPQ Tecnologia trabalha para que o humanoide com IA alcance maior grau de autonomia, executando rotinas operacionais programadas de forma independente. Devido ao alto custo de aquisição do equipamento, a empresa pretende oferecer o Arcanjo como serviço (Robotics as a Service) para órgãos governamentais e forças policiais, reduzindo as barreiras de entrada para a adoção da tecnologia na segurança pública.


Outro ponto central do projeto é a segurança da informação. Todo o processamento de dados de reconhecimento facial e imagens capturadas pelo robô policial permanece em infraestrutura nacional. A arquitetura do sistema prevê o armazenamento dos dados em servidores próprios do contratante ou por meio da infraestrutura da Telebras, garantindo total soberania das informações sigilosas de segurança.

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Tags: #Arcanjo #COP International #IPQ Tecnologia #robô policial #segurança pública

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