Christa Pike recebe alta e volta à prisão após sobreviver a injeção letal nos EUA
Condenada à morte no Tennessee, ela ficou inconsciente e precisou de ventilação mecânica; execução foi suspensa e governador determinou investigação
Christa Pike, de 50 anos, recebeu alta hospitalar e retornou à prisão neste sábado (10), dez dias depois de sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, nos Estados Unidos. Ela estava internada em estado crítico e precisou de ventilação mecânica. Agora, continuará recebendo acompanhamento médico na unidade prisional.
De acordo com a Associated Press (AP), Pike foi transferida para o Centro de Reabilitação Debra K. Johnson, em Nashville, onde já cumpria pena antes do procedimento. Seus advogados informaram que ela apresentou melhora nos últimos dias, mas ainda enfrenta dificuldades de memória e concentração. Não há previsão de quando será possível determinar se sofreu sequelas permanentes.
A tentativa de execução ocorreu em 30 de setembro, quando Pike recebeu duas doses de pentobarbital, substância usada na aplicação da pena de morte. Apesar do procedimento, ela permaneceu viva e precisou ser levada ao hospital em estado crítico. A defesa afirma que houve dificuldades para encontrar uma veia e que parte do medicamento pode ter atingido os tecidos dos braços, provocando queimaduras e bolhas.
Pike recuperou a consciência em 6 de outubro. Nos dias seguintes, voltou a respirar sem aparelhos, alimentar-se e caminhar com ajuda. Os médicos, porém, ainda acompanham as consequências do procedimento, especialmente os possíveis danos neurológicos.
Condenada à morte em 1996, Pike foi considerada culpada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, ocorrido no ano anterior. As duas frequentavam um centro de formação profissional em Knoxville. A vítima foi atraída para uma área isolada e morta após ser agredida e torturada.
O fracasso da execução levou o governador do Tennessee, Bill Lee, a suspender as demais execuções previstas para 2026 e determinar uma investigação independente. O chefe do sistema penitenciário estadual, Frank Strada, deixou o cargo após o episódio. A Justiça também ordenou a preservação das provas relacionadas ao procedimento.
Ainda não existe uma definição sobre uma nova tentativa de execução. Enquanto as autoridades investigam o que aconteceu, a defesa de Pike busca impedir que ela seja novamente submetida à injeção letal.
Leia mais notícias sobre Mundo no Goiás Agora e fique por dentro de tudo!
Avalie esta notícia
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar nesta matéria.