Execução de Nidal Hasan pode ser transmitida ao vivo, diz Pentágono
Secretário de Defesa dos EUA quer execução pública do ex-psiquiatra que matou 13 pessoas em Fort Hood em 2009; fuzilamento está marcado para 3 de dezembro.
Resumo rápido
- Secretário de Defesa dos EUA quer execução pública do ex-psiquiatra que matou 13 pessoas em Fort Hood em 2009; fuzilamento está marcado para 3 de dezembro.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta semana que a execução de Nidal Hasan, ex-psiquiatra militar condenado por matar 13 pessoas em um ataque a tiros em Fort Hood, no Texas, em 2009, será "pública". Em entrevista, Hegseth afirmou: "Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja pública, porque as pessoas precisam entender que existem consequências graves para esse tipo de coisa".
Nesta quinta-feira (8), um funcionário do Pentágono confirmou que a execução "será transmitida ao vivo", mas não forneceu mais detalhes. Hasan deve se tornar a primeira pessoa a ser executada por fuzilamento pelas Forças Armadas dos EUA desde 1945. A execução está agendada para 3 de dezembro na mesma base onde Hasan abriu fogo com uma pistola equipada com mira a laser dentro de uma instalação médica.
O caso ocorre em meio a um intenso debate nos Estados Unidos sobre a pena de morte, após a execução mal-sucedida por injeção letal de uma mulher do Tennessee. A morte por fuzilamento foi uma das várias formas de pena capital que o governo de Donald Trump recentemente acrescentou à lista de métodos permitidos para a execução de pessoas condenadas pelos crimes federais mais graves, ao lado da cadeira elétrica e da asfixia por gás.
À CNN, Eugene Fidell, especialista em direito militar dos Estados Unidos, afirmou que não vê barreiras legais para a transmissão ao vivo da execução por fuzilamento, mas lamentou a medida. "Independentemente de qual seja a opinião das pessoas sobre o caso do major Hasan ou sobre a pena de morte em geral, a ideia de realizar um espetáculo público é realmente muito lamentável, e gostaria de acreditar que o governo reconsideraria essa decisão", pontuou.
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