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Europa enfrenta onda de calor histórica: dezenas de mortes são registradas e temperaturas chegam a 44°C

Calor extremo provoca afogamentos, afeta transportes, interrompe atividades e coloca diversos países europeus em estado de alerta máximo

23/06/2026 11:46
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Europa enfrenta onda de calor histórica: dezenas de mortes são registradas e temperaturas chegam a 44°C

Por Redação Goiás Agora

A Europa vive uma das mais severas ondas de calor dos últimos anos, com temperaturas extremas causando impactos significativos em diversos países. O fenômeno já está associado a dezenas de mortes, além de transtornos no transporte, prejuízos econômicos e preocupações crescentes com a saúde pública.

Na França, pelo menos 40 pessoas morreram afogadas nos últimos dias ao tentarem aliviar o calor intenso em rios, lagos e canais. O alerta foi feito pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que classificou a situação como alarmante durante uma reunião de emergência convocada para discutir os efeitos das temperaturas recordes.

Segundo as autoridades francesas, a maioria das vítimas é composta por jovens que buscaram formas rápidas de se refrescar diante das condições climáticas extremas. Atualmente, mais de 50 departamentos do país estão sob alerta vermelho, enquanto os termômetros se aproximam dos 40°C em grande parte do território. Em algumas regiões do oeste francês, as temperaturas podem atingir até 43°C.

Além dos afogamentos, outras tragédias também foram registradas. No sudeste da França, duas crianças morreram após serem encontradas inconscientes dentro de um veículo estacionado sob forte calor.

Impactos da onda de calor afetam transporte e economia

Os efeitos da onda de calor vão muito além da saúde. Em Paris, passageiros enfrentaram cancelamentos de trens e dificuldades nos deslocamentos devido às altas temperaturas. Empresas e órgãos públicos adotaram medidas especiais para proteger trabalhadores expostos ao calor excessivo, enquanto setores produtivos relatam desaceleração das atividades em várias regiões.

Meteorologistas explicam que o fenômeno é impulsionado pelo chamado "bloqueio Ômega", uma configuração atmosférica que mantém uma massa de ar quente estacionada sobre o continente por vários dias consecutivos, favorecendo o aumento contínuo das temperaturas.

Mudanças climáticas ampliam risco de eventos extremos

Especialistas alertam que episódios de calor intenso como este tendem a se tornar cada vez mais frequentes em razão das mudanças climáticas. Dados de organismos internacionais indicam que a Europa está aquecendo em ritmo superior à média global, aumentando a probabilidade de ondas de calor mais prolongadas, intensas e perigosas.

Espanha, Itália e Reino Unido também enfrentam temperaturas extremas

A situação não se limita à França. Na Espanha, diversas cidades registram temperaturas próximas dos 44°C. Autoridades abriram centros climatizados para atender populações vulneráveis e cancelaram atividades tradicionais devido ao elevado risco de incêndios florestais.

Na Itália, alertas máximos foram emitidos para várias cidades, enquanto tempestades severas são previstas para regiões montanhosas. Já o Reino Unido enfrenta uma onda de calor que pode quebrar recordes históricos para o mês de junho, levando escolas a alterarem suas rotinas e provocando restrições em sistemas de transporte.

Bélgica e Suíça adotam medidas emergenciais

Na Bélgica e na Suíça, governos também implementaram ações emergenciais para minimizar os impactos do calor extremo. Escolas precisaram adaptar suas atividades, enquanto autoridades suíças restringiram a retirada de água de rios e lagos devido à redução dos níveis hídricos.

Enquanto o sul da Europa sofre com temperaturas sufocantes, países do norte do continente passaram a atrair turistas em busca de clima mais ameno. Destinos tradicionalmente menos procurados estão se tornando alternativas para quem deseja escapar da onda de calor que atinge grande parte da região.

A atual crise climática reforça os alertas de cientistas sobre a necessidade de adaptação às mudanças do clima e de investimentos em políticas públicas capazes de reduzir os impactos de eventos extremos cada vez mais frequentes em todo o mundo.

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