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Brasil

Governo lança novo programa de renegociação de dívidas com descontos de até 90%

Desenrola 2.0 permite uso do FGTS, limita juros e mira famílias com até cinco salários mínimos

04/05/2026 15:02
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Governo lança novo programa de renegociação de dívidas com descontos de até 90%

Por Redação Goiás Agora

O Governo Federal lançou nesta segunda-feira (04.05) uma nova etapa do programa de renegociação de dívidas, que promete aliviar o bolso de milhões de brasileiros. Com descontos que podem chegar a 90%, juros limitados e possibilidade de uso do FGTS, a iniciativa mira principalmente quem ganha até cinco salários mínimos e está com dificuldades para quitar débitos.

O programa surge em um cenário preocupante. Dados do Banco Central indicam que cerca de 117 milhões de brasileiros estavam endividados no fim de 2024, com quase 30% da renda das famílias comprometida com o pagamento de dívidas. A avaliação do governo é que esse nível de comprometimento impacta diretamente o consumo e o crescimento da economia.

Como funciona a renegociação

Na prática, a nova etapa amplia as opções de renegociação, especialmente para dívidas com bancos e instituições financeiras. Entram no programa débitos como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e financiamento estudantil, incluindo contratos do Fies.

Entre os principais atrativos está a limitação dos juros, que não poderão ultrapassar 1,99% ao mês. Além disso, os descontos oferecidos podem variar entre 30% e 90% sobre o valor total da dívida, dependendo do perfil do consumidor e das condições negociadas com a instituição financeira.

O prazo para pagamento também foi ampliado e pode chegar a até quatro anos, com possibilidade de carência inicial antes do início das parcelas. A ideia é permitir que o consumidor reorganize a vida financeira antes de voltar a pagar.

Uso do FGTS como novidade

Uma das principais novidades desta fase é a autorização para uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar ou reduzir dívidas. Nesse modelo, a transferência será feita diretamente pela Caixa Econômica Federal ao banco credor, desde que o trabalhador autorize a operação.

Como aderir e restrições

A adesão ao programa será feita diretamente com os bancos, o que deve simplificar o processo em relação à primeira edição, lançada em 2023. A expectativa é de maior alcance, já que a negociação ocorre sem necessidade de plataformas intermediárias mais complexas.

Outra medida que chama atenção é o bloqueio do acesso a plataformas de apostas online para quem aderir ao programa. A restrição terá duração de um ano e foi incluída como forma de evitar que novos gastos comprometam o acordo firmado.

Impacto esperado

Especialistas apontam que, ao reduzir o peso das dívidas e facilitar a renegociação, o programa pode ajudar a reaquecer o consumo e melhorar a saúde financeira das famílias. Ainda assim, o sucesso da iniciativa depende da adesão dos consumidores e das condições oferecidas pelas instituições financeiras.

Com a continuidade do cenário de alto endividamento no país, o novo programa surge como uma tentativa de ampliar o alcance da política de renegociação e consolidar uma saída para milhões de brasileiros que enfrentam dificuldades para equilibrar as contas.

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