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Justiça torna Deolane Bezerra e Marcola réus por organização criminosa e lavagem de dinheiro

Decisão da Justiça de São Paulo acolhe denúncia do Ministério Público e inclui outros três investigados em processo que tramita sob sigilo

19/06/2026 13:31
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Justiça torna Deolane Bezerra e Marcola réus por organização criminosa e lavagem de dinheiro

Por Redação Goiás Agora

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e transformou em réus a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola. Ambos responderão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A decisão foi proferida pela 3ª Vara de Presidente Venceslau e também alcança outros três denunciados: Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior. O processo tramita sob segredo de Justiça.

Segundo a denúncia do Ministério Público, os investigados fariam parte de uma estrutura destinada a ocultar e movimentar recursos supostamente ligados ao Primeiro Comando da Capital. As investigações apontam que uma transportadora localizada em Presidente Venceslau teria sido utilizada para inserir recursos de origem ilícita no sistema financeiro formal e dificultar o rastreamento das movimentações.

As apurações indicam que o esquema utilizava diferentes mecanismos para ocultação dos valores, incluindo depósitos fracionados, transferências via Pix, utilização de contas de terceiros e empresas intermediárias. As conclusões foram baseadas em mensagens extraídas de aparelhos celulares, relatórios financeiros, documentos bancários e informações obtidas em investigações anteriores.

Além do recebimento da denúncia, a Justiça determinou o bloqueio de bens de um dos investigados apontados como responsável pela movimentação financeira do grupo.

Deolane foi presa durante a Operação Vérnix, que investiga supostos esquemas de lavagem de dinheiro ligados à facção criminosa. Conforme a acusação, ela teria recebido recursos provenientes da empresa investigada e participado da ocultação da origem dos valores. Atualmente, a influenciadora permanece detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista.

Já Marcola segue custodiado na Penitenciária Federal de Brasília, onde cumpre pena em regime de segurança máxima.

Em manifestação pública, a defesa de Marcola e dos demais denunciados negou qualquer envolvimento dos clientes nos fatos investigados. O advogado responsável argumenta que tanto Marcola quanto Alejandro Junior permanecem em presídios federais desde 2019, submetidos a rígidas restrições de comunicação, o que, segundo a defesa, inviabilizaria a participação nas atividades descritas pelo Ministério Público.

Os advogados também sustentam que os laços familiares entre alguns dos denunciados não podem ser considerados prova de participação em organização criminosa e afirmam que irão contestar as acusações durante o andamento do processo.

Até o momento, a reportagem não obteve posicionamento da defesa de Deolane Bezerra. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

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