Minha Casa, Minha Vida amplia limite de renda para R$ 13 mil e financia imóveis de até R$ 600 mil
Novas regras aprovadas pelo Conselho do FGTS atualizam os valores de todas as faixas do programa e beneficiam famílias de classe média.
Por Redação Goiás Agora
O programa Minha Casa, Minha Vida vai passar a atender famílias com renda maior e permitir a compra de imóveis mais caros. As novas regras foram aprovadas pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nesta terça-feira (24) e dependem apenas de publicação no Diário Oficial da União para entrarem em vigor.
Com a atualização, o limite de renda mensal na faixa mais alta do programa habitacional salta para R$ 13 mil, ampliando significativamente o acesso para famílias que, até então, ficavam de fora das condições de financiamento subsidiado pelo governo.
Novos limites de renda e valor do imóvel
Os tetos foram reajustados em todas as faixas de financiamento. Além da renda, os valores máximos dos imóveis que podem ser financiados também aumentaram, aproximando o programa das linhas de crédito tradicionais do mercado imobiliário.
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Moraes concede prisão domiciliar a Bolsonaro; prazo de 90 dias começa a contar após alta médicaConfira como ficam as principais mudanças aprovadas:
CategoriaNovo Limite de Renda MensalValor Máximo do ImóvelFaixa BaseAté R$ 3.200 (antes era R$ 2.850)Varia conforme a localidadeFaixa 3Até R$ 9.600Até R$ 400 milFaixa 4Até R$ 13.000Até R$ 600 mil
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Impacto e recursos liberados
A expectativa técnica do conselho é que mais de 120 mil famílias sejam diretamente beneficiadas com as alterações. O número inclui tanto novos participantes quanto compradores que já buscavam imóveis, mas que agora terão acesso a taxas de juros menores.
Para bancar essa ampliação, serão injetados recursos adicionais do Fundo Social, estimados em cerca de R$ 31 bilhões, com uso previsto a partir do segundo semestre deste ano.
A decisão de expandir o Minha Casa, Minha Vida ocorre em um momento estratégico para o setor imobiliário, marcado pelo crédito mais caro nos bancos privados e pela escassez de recursos da caderneta de poupança, que historicamente é a principal fonte de financiamento habitacional no país.
Outras aprovações
Durante a mesma reunião desta terça-feira, o Conselho do FGTS também aprovou outras medidas importantes, como a retomada do "FGTS-Saúde" — uma linha de crédito voltada para entidades filantrópicas que prestam atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) — e mudanças em programas de financiamento para mobilidade urbana.
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