Mulher de 36 anos é morta a facadas pelo namorado adolescente em Ouvidor (GO); estado chega a 33 feminicídios em 2026
Vítima foi encontrada no banheiro da própria casa; suspeito de 17 anos confessou o crime e foi apreendido em Corumbaíba, tentando fugir para Minas Gerais
Por Redação Goiás Agora
Uma mulher de 36 anos foi assassinada a facadas pelo namorado adolescente na segunda-feira (4/5) no município de Ouvidor, no sudeste de Goiás. O principal suspeito, de 17 anos, foi apreendido em flagrante horas depois em outra cidade. Com este caso, o estado chega a 33 feminicídios registrados apenas nos primeiros quatro meses de 2026, conforme dados das forças de segurança.
A vítima foi identificada como Daniele Aline de Souza Silva, 36 anos. Ela foi encontrada sem vida no banheiro de sua própria residência, localizada na região central de Ouvidor. Segundo a perícia, o corpo apresentava múltiplas perfurações provocadas por arma branca.
Adolescente detido após tentativa de fuga
De acordo com a Polícia Militar, uma vizinha desconfiou da ausência da moradora e decidiu entrar na casa, momento em que localizou o corpo. Testemunhas relataram que Daniele mantinha um relacionamento amoroso com o adolescente, que já não se encontrava no imóvel.
Após diligências, equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) localizaram o suspeito em Corumbaíba, município situado a cerca de 100 quilômetros de Ouvidor. A polícia suspeita que ele tentava fugir para o estado de Minas Gerais.
Confissão e encaminhamento
Ouvido pelas autoridades, o adolescente confessou a autoria do crime e afirmou que matou a companheira após uma discussão. Ele foi apreendido e encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Catalão, onde permanece à disposição do sistema de Justiça.
Contexto preocupante
O caso ocorre em um cenário de crescimento alarmante da violência contra a mulher em Goiás. Com este homicídio, o estado já registra, em menos de cinco meses, metade do total de feminicídios contabilizados ao longo de todo o ano de 2025. Os números acendem um alerta para as autoridades e para a sociedade sobre a urgência de políticas públicas de prevenção e proteção.
Especialistas reforçam que mulheres inseridas em contextos de violência doméstica têm risco de morte por homicídio elevado em quase 30 vezes. A recomendação é que vítimas ou testemunhas de agressões busquem canais de denúncia, como o Ligue 180 e a Delegacia da Mulher mais próxima.
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