Goiânia, Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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Internações por AVC entre 15 e 49 anos sobem 16,9% no Brasil, aponta Ministério da Saúde

Neurologista alerta para sinais de alerta e prevenção no Dia Mundial do AVC; maioria dos casos pode ser evitada com controle de fatores de risco

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Internações por AVC entre 15 e 49 anos sobem 16,9% no Brasil, aponta Ministério da Saúde

As internações por Acidente Vascular Cerebral (AVC) entre pessoas de 15 a 49 anos aumentaram 16,9% no Brasil entre 2020 e 2025, passando de 34.896 para 40.788 registros, segundo dados do Ministério da Saúde. O número reforça a preocupação com a doença, tradicionalmente associada ao envelhecimento, mas que também atinge adultos jovens.

Segundo o DataSUS, nos primeiros sete meses de 2026 o país registrou 50.424 mortes e 182.253 internações por AVC na rede pública. O cenário marca o Dia Mundial do AVC, celebrado nesta quinta-feira (29), e destaca a importância da prevenção e do reconhecimento dos sintomas.

O neurologista Iron Dangoni Filho explica que a doença pode atingir pessoas de qualquer idade, inclusive crianças e adultos jovens, embora seja mais frequente entre pessoas com mais de 60 anos. Entre os principais sinais de alerta estão alterações repentinas na face, perda de força ou sensibilidade em um dos lados do corpo e dificuldade para falar. Também podem ocorrer perda súbita da visão, tontura intensa, desequilíbrio e dificuldade para caminhar. "Diante desses sintomas, é fundamental procurar atendimento imediatamente", alerta o neurologista.

De acordo com o especialista, o aumento dos casos entre pessoas mais jovens está relacionado a mudanças no estilo de vida, condições de saúde e predisposição genética. Obesidade, sedentarismo, hipertensão, diabetes, tabagismo e uso de drogas estão entre os fatores que elevam o risco de AVC. Algumas doenças cardíacas e alterações da coagulação também podem provocar episódios em pessoas jovens. O histórico familiar merece atenção, sobretudo quando parentes próximos sofreram um AVC em idade precoce.

O neurologista ressalta que aproximadamente 80% a 90% dos episódios de AVC podem ser prevenidos. Entre as principais medidas estão controlar a pressão arterial, o diabetes e o colesterol, praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação equilibrada e evitar o tabagismo. A prevenção também envolve acompanhamento médico e tratamento adequado de doenças que aumentam o risco cardiovascular.

O AVC ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo para uma região do cérebro ou quando um vaso sanguíneo cerebral se rompe. A rapidez no atendimento é fundamental para reduzir o risco de morte e de sequelas. Segundo Iron Dangoni, nem todos os pacientes apresentam limitações permanentes após um episódio. "Algumas pessoas se recuperam completamente, especialmente quando recebem atendimento rápido", afirma. Após o episódio, a investigação da causa é essencial para orientar o tratamento e prevenir novos eventos, com acompanhamento que pode incluir medicamentos, controle dos fatores de risco e reabilitação com fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

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Tags: #adultos jovens #AVC #internações #neurologia #prevenção

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