Pavanato chama eleição de ilegal e promete tentar anular resultado da vitória de Lula
Deputado federal eleito pelo PL-SP critica decisão de Zanin sobre horário de votação e cobra impeachment do ministro do STF
O deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) se manifestou na noite deste domingo (25/10) e prometeu tentar anular o resultado da eleição que reelegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em pronunciamento, o parlamentar classificou o pleito como "ilegal" e cobrou o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin.
"Essa eleição foi ilegal. Essa é a minha opinião. A partir do momento em que você tem uma regra, essa regra tem que ser combinada antes do jogo acontecer. A partir do momento em que começa a eleição, você não pode alterar, na reta final, as regras do jogo", afirmou Pavanato.
O deputado eleito direcionou suas críticas à decisão de Zanin que, segundo ele, alterou as regras na fase final do processo eleitoral. "Colocar na última hora mais duas horas de votação, duas horas muito suspeitas e muito estranhas, principalmente vindo de quem veio, de um amigo do Lula, um advogado do Lula, o Zanin. Ele toma essa decisão, muda a regra do jogo e, surpreendentemente, você tem um número bizarro de reversão de abstenção que ninguém é capaz de acreditar. Um número surreal", declarou.
A fala do parlamentar eleito ocorre após a confirmação da vitória de Lula nas urnas. Pavanato, que foi eleito para a Câmara dos Deputados pelo PL de São Paulo, integra o campo político de oposição ao governo federal e já havia sinalizado durante a campanha posições contrárias à atual gestão.
A promessa de tentar anular o resultado eleitoral se soma a outras manifestações de setores da oposição que contestam o processo. Até o momento, não há detalhamento sobre quais instrumentos jurídicos ou políticos o deputado eleito pretende utilizar para levar adiante a iniciativa anunciada.
A decisão de Zanin citada por Pavanato refere-se à ampliação do horário de votação, medida adotada durante o pleito. O ministro do STF atuou como advogado de Lula em processos anteriores, vínculo que o parlamentar eleito usou como argumento para questionar a imparcialidade da decisão.
Procurado, o STF não se manifestou sobre as declarações até a publicação desta reportagem. O resultado da eleição que confirmou a reeleição de Lula foi oficializado pelos órgãos competentes da Justiça Eleitoral.
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