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Supermercado de Anápolis é condenado após família encontrar vidro em linguiça

Justiça de Goiás determinou indenização de R$ 19 mil por risco à saúde após fragmentos de vidro serem encontrados em alimento vendido pelo próprio estabelecimento

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Supermercado de Anápolis é condenado após família encontrar vidro em linguiça

Resumo rápido

  • Justiça de Goiás determinou indenização de R$ 19 mil por risco à saúde após fragmentos de vidro serem encontrados em alimento vendido pelo próprio estabelecimento

Um supermercado de Anápolis foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) a indenizar uma família em R$ 19 mil após fragmentos de vidro serem encontrados em uma linguiça produzida e comercializada pelo próprio estabelecimento. A decisão foi divulgada no dia 23 de fevereiro e mantida pela Justiça mesmo após recurso apresentado pela empresa.

Segundo informações do processo, o caso aconteceu em 23 de outubro de 2021. Na ocasião, um casal comprou a linguiça para preparar o jantar em casa para a família, que incluía as três filhas do casal. Durante a refeição, os pais perceberam algo estranho ao mastigar e, ao verificar o alimento, encontraram pedaços de vidro misturados à linguiça.

Ao examinarem o restante da comida, o casal constatou que outros fragmentos também estavam presentes na refeição preparada. A situação gerou grande preocupação, já que havia a possibilidade de algum integrante da família ter ingerido pedaços do material sem perceber.

Durante o processo judicial, uma perícia confirmou a presença de fragmentos de vidro no interior do alimento, indicando que a contaminação ocorreu ainda na fase de fabricação do produto. Na decisão, a Justiça entendeu que a presença de corpo estranho em alimento representa risco direto à saúde do consumidor e caracteriza dano moral, mesmo sem comprovação de ingestão do material.

Com isso, o supermercado foi condenado a pagar indenização por danos morais à família. O valor estabelecido foi de R$ 5 mil para cada um dos pais, que chegaram a ingerir o alimento contaminado, e R$ 3 mil para cada uma das três filhas, que também estavam presentes durante a refeição e foram expostas ao risco. A soma das indenizações totaliza R$ 19 mil.

Com juros e correção monetária, o valor final pode chegar a cerca de R$ 29 mil. O estabelecimento tentou recorrer da decisão, mas o recurso foi negado, mantendo a condenação.

A advogada da família, Laíza Moura, afirmou que o caso reforça a importância da responsabilização de empresas em situações que colocam consumidores em risco.

Segundo ela, a perícia realizada no alimento confirmou a presença dos fragmentos de vidro e demonstrou o perigo à saúde da família. “O consumidor precisa ser protegido, e empresas devem responder quando colocam em risco a segurança das pessoas”, destacou.

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