TJSP nega transferência de processo de Deolane para Justiça Federal
Defesa da influenciadora reconhece decisão unânime, mas mantém entendimento jurídico diverso sobre competência do caso
Daniele Bezerra publicou uma nota nas redes sociais após Deolane Bezerra sofrer uma nova derrota judicial. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou a tentativa da defesa da influenciadora de transferir o processo em que ela responde para a Justiça Federal.
Na noite de terça-feira (27), a advogada compartilhou um comunicado em que afirma que a defesa da irmã reconhece a decisão do tribunal, mas ressalta que discorda do entendimento adotado pelos magistrados.
“O Tribunal de Justiça de São Paulo, por unanimidade, não acolheu o pedido da defesa de Deolane Bezerra para o reconhecimento da competência da Justiça Federal, mantendo o processamento da ação penal perante a Justiça Estadual. A defesa respeita a decisão, embora mantenha entendimento jurídico diverso quanto à competência para o julgamento da ação penal”, inicia.
“Decisões judiciais se cumprem, ainda que delas se discorde. Seguiremos firmes, com serenidade, responsabilidade e respeito às instituições, utilizando os instrumentos jurídicos cabíveis na defesa dos direitos e garantias constitucionais”, completa o comunicado.
O julgamento não decidiu diretamente sobre a liberdade de Deolane Bezerra. Caso a defesa tivesse conseguido encaminhar o processo para esfera federal, poderia abrir caminho para um novo pedido de soltura da famosa.
Decisão
A decisão foi relatada pela desembargadora Renata William Rached Catelli, que analisou a suposta dimensão transnacional do PCC (Primeiro Comando da Capital), a atuação de integrantes da organização a partir de presídios federais, uma possível conexão com crimes tributários federais, a existência de documentos e instrumentos financeiros ligados ao exterior e a alegação de que os delitos antecedentes à lavagem de dinheiro seriam de competência federal, argumentos apresentados pelos advogados da loira.
A relatora analisou cinco argumentos apresentados pela defesa: a suposta dimensão transnacional do PCC (Primeiro Comando da Capital), a atuação de integrantes da organização a partir de presídios federais, a existência de documentos e instrumentos financeiros ligados ao exterior, uma possível conexão com crimes tributários federais e a alegação de que os delitos antecedentes à lavagem de dinheiro seriam de competência federal.
No entanto, a magistrada concluiu que nenhum dos pontos demonstrava a existência de crime de competência federal ou de conexão que justificasse transferir o processo.
Deolane Bezerra está em prisão preventiva desde o dia 21 de maio de 2026, em Barueri (SP), após ser alvo da Operação Vérnix, investigação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil. Ela é investigada e ré por suspeita de participação em esquema de lavagem de dinheiro e ligação com organização criminosa (PCC).
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