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Volkswagen confirma híbrido flex nacional para 2027 em São Bernardo do Campo

Modelo será produzido na unidade Anchieta com base na plataforma MQB37 e deve integrar o Projeto Saga, SUV inspirado no T-Roc europeu

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Volkswagen confirma híbrido flex nacional para 2027 em São Bernardo do Campo

Resumo rápido

  • Modelo será produzido na unidade Anchieta com base na plataforma MQB37 e deve integrar o Projeto Saga, SUV inspirado no T-Roc europeu

A Volkswagen confirmou que produzirá seu primeiro carro híbrido flex no Brasil em 2027. O anúncio foi feito durante um evento na Alemanha. O modelo será fabricado na unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), e terá como base técnica a plataforma MQB37.

A montadora ainda não revelou oficialmente o nome nem a configuração definitiva do veículo, mas informações publicadas pela imprensa automotiva indicam que se trata do Projeto Saga, um SUV inspirado na nova geração do T-Roc europeu.

A novidade integra o programa de renovação da linha nacional da marca, que prevê investimentos bilionários no país. Recentemente, a empresa anunciou um plano de R$ 16 bilhões em aportes no Brasil.

Apesar da referência europeia, o Projeto Saga não deverá reproduzir integralmente o T-Roc vendido no exterior. A engenharia e o design passarão por adaptações para atender às características do mercado brasileiro, incluindo possíveis mudanças nas dimensões, na suspensão e no acabamento.

Para ter uma ideia das proporções, o T-Roc europeu mede 4,37 metros de comprimento e tem entre-eixos de 2,63 metros. Para o modelo nacional, as estimativas apontam comprimento entre 4,40 m e 4,50 m e distância entre os eixos de 2,65 m a 2,70 m. Essas medidas, porém, ainda não foram confirmadas pela Volkswagen.

A estratégia lembra a adotada no desenvolvimento do T-Cross brasileiro, que recebeu carroceria e entre-eixos diferentes dos utilizados na versão europeia. Com porte superior ao dos SUVs compactos atuais da marca, o Saga deverá ocupar uma posição intermediária na gama, entre modelos como T-Cross e Nivus e os veículos de maior porte.

A principal novidade técnica estará no conjunto mecânico. O Projeto Saga deverá utilizar o motor 1.5 TSI Evo2, associado a duas alternativas de eletrificação: o sistema híbrido leve de 48 volts (MHEV) e o híbrido pleno (HEV).

A configuração MHEV deverá equipar as versões de entrada, enquanto o conjunto HEV ficará reservado às opções mais caras. No sistema híbrido pleno, o veículo poderá se movimentar exclusivamente com energia elétrica em determinadas situações, especialmente em baixas velocidades, sem necessidade de recarga externa.

O motor 1.5 TSI Evo2 utiliza tecnologias como ciclo Miller, turbo de geometria variável e desativação de cilindros em condições específicas de condução, recursos voltados à eficiência energética. A adaptação para funcionar com gasolina e etanol permitirá combinar a eletrificação com a flexibilidade de abastecimento, característica importante para o mercado brasileiro.

A chegada do Saga não significa necessariamente a saída imediata de T-Cross e Nivus. Os dois modelos deverão permanecer no mercado e receber atualizações, incluindo a possibilidade de adoção de sistemas híbridos leves no motor 1.0 turbo.

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Tags: #Anchieta #híbrido flex #Projeto Saga #São Bernardo do Campo #Volkswagen

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